Estrela Grande Trail – Um dia na Estrela

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Serra da Estrela, 11 de Maio de 2019

00h10  Chegada ao hotel!

Ufffa….. Atravessei a Serra, de Seia às Penhas da Saúde, com o carro a dizer que estava na reserva. Cheguei ao Hotel com autonomia para mais 30km. Havia de ser bonito, ficar em plena Serra da Estrela a meio da noite com as minhas duas meninas no carro!

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Estrela Grande Trail – Sábado é dia de subir à Torre

EGT logo

Se bem se lembram, o EGT constava das minhas resoluções para 2019… Pois bem, chegou a hora…a hora de subir à Torre da mítica Serra da Estrela!

Esta não é uma Serra qualquer… esta é “A” serra! A magnifica Serra da Estrela!

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Trail do Marão – 25 km – O que eu gostaria de escrever

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Em 2018 fui a Amarante apoiar os meus colegas de equipa em troca de um almoço! Na semana anterior tinha completado o meu primeiro ultra trail (Paleozóico 48km com 2500D+)  e ainda estava demasiado amassado para ir competir, no entanto, cometi o erro crasso de levar o saco com equipamento! Quando à última hora falha um colega de equipa, já se está a ver o que aconteceu…. Acabei a fazer os 25km com 1400D+  em 3h30!

Agora em 2019, e estando eu a preparar-me para os 49km do Orion Belt do EGT no dia 11 de Maio, decidi incluir o Trail do Marão (TM) no calendário.

E aí está o menu:

Altimetria UT Marão

fonte: Gráfico fornecido pela organização no seu site

O TM não é uma prova circular como a maior parte das provas que nos habituamos a ver, pelo que há autocarros a transportar os atletas da zona da meta, na cidade de Amarante, até à partida da aldeia Ovelhinha.

A prova arranca à bruta, com a subida até Carvalho de Reis, onde se somam 600D+ em apenas 5km! Aí aparece uma zona com cerca de 1 km, que é mais plana, e que nos permite recuperar a força para enfrentar mais 4 km com 350d+.

Esta subida, que nos leva até ao ponto mais alto da prova (os 900m de altitude) tem um pit stop aos 8km, em Travanca do Monte, para reabastecer!

Daqui até aos 12km, as árvores dão lugar à vegetação rasteira, e o estradão dá lugar a trilho com muito empedrado. A descida acentuada até ao Rio Ovelha, onde o conta-quilómetros marca 18,5km, não tem história.

A partir daqui, e nos próximos 2 km, enfrentamos a última grande subida da prova, em direção a São Salvador do Monte. Esta subida, maioritariamente rodeada por vinhas, deita abaixo todos aqueles que já pensavam que podia ir ao relantim até à meta. Esta subida é traiçoeira pois fez com que os mais desatentos levassem uma murraça no estômago!

De S.Salvador descemos sensivelmente 1,5km até um estradão junto ao Tâmega que nos levou até à meta, aos 25km!

Este agradável passeio, nos calcanhares do Marão, demorou as 3horas que inicialmente tinha definido para o meu treino longo semanal!

Este post foi escrito no dia 27 de Março, 3 dias antes da prova. Se tudo correr como planeado, este seria o relato que eu gostaria de escrever sobre a minha prova no Trail do Marão!

Até Sábado!

Pedro Viana

Ultra Trilhos dos Reis 2019

Já tinha ouvido falar muito sobre esta prova, mas ninguém me tinha dito que era uma prova viciante! A prova é tudo aquilo que promete: bonita, rápida, dolorosa, dura e acima de tudo….inesquecível! Percebe-se que a organização da DAP (Desporto e Aventura de Portalegre) se empenha a sério nesta prova, porque não quer que o Ultra Trilhos dos Reis seja apenas mais uma prova do calendário nacional. Nota-se a paixão com que pensam e preparam todos os detalhes da prova. Tentam que todos os pontos de contacto com os atletas sejam inesquecíveis para estes que os visitam. A comunicação que vão fazendo nos seus canais oficiais, nos meses que antecedem a prova e que se mantém nos meses seguintes com os vídeos resumo, a recepção dos atletas no Mercado Municipal, o percurso, os pontos de animação ao longo da prova, os abastecimentos, os brindes de finisher, os pódios, a refeição final, etc,etc,etc. Como se pode perceber por estas primeiras linhas, fiquei fã do Ultra Trilhos dos Reis! Não é portanto de estranhar o porquê das inscrições esgotarem em poucos dias….

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Fonte: Trilhos dos Reis

Cheguei no sábado ao Mercado Municipal de Portalegre para fazer o levantamento do KIT e deparei-me com uma Expo Trail com bastantes produtos e novidades e com uma boa recepção por parte da organização. Aqui já se sentia o clima de prova de observação para a Selecção Nacional de Trail, em que o vencedor podia ser chamado a representar a Selecção na prova de campeonato do mundo que irá decorrer em junho, em Portugal, nos trilhos dos Abutres. Muitos atletas que costumam subir aos pódios das provas de trail running, de provas de norte a sul do país, estavam inscritos e à espera do seu lugar ao sol.

O meu objetivo eram bem diferente: Terminar os 45km da prova em menos de 6 horas. A estratégia passava por fazer 7,5km/hora.

  • 15km – 2 horas D+ 700
  • 30km – 4 horas D+ 850
  • 45km – 6 horas  D+ 750

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Fonte: Altimetria 45km – UTR

No domingo de manhã, já estava a casa cheia quando cheguei ao Mercado Municipal de Portalegre. Ainda cheguei a tempo de ouvir os grupos com tambores, que passaram pelo meio dos atletas e que ainda fizeram aumentar a adrenalina para a partida da prova!

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Fonte: Fotos do Zé – Município de Portalegre – Trilhos dos Reis

Como de costume estava no meio do pelotão quando se deu a partida e confesso que fiquei pasmado quando vi as lebres que partiram à frente. Arrancaram como se fossem para uma prova de 10km e não um ultra trail.  Que gazonete!!!!!Arrancamos pelo meio de Portalegre, passando por uma bonita avenida onde o pelotão se espalhou antes de entrar no quartel e no 1º troço da estrada da serra.

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Fonte: Foto João Martins – Trilhos dos Reis

Ainda não tinhamos percorrido 3km e já via algumas atletas conhecidas da praça a desistir e a voltar para trás… (Isto é mesmo para bravos – pensei eu). Fomos passando por trilhos, estradões, estradas de alcatrão, atravessando quintas e percorrendo o carrossel dos Reis…Nesta altura já estavamos no sopé da serra de São Mamede e não tardou muito até começarmos a forte subida para as eólicas onde iriamos atingir os 15km, Esta subida, com pouco mais de um km e cerca de 250 D+ deixou-me sem fôlego. Um km depois encontrava o abastecimento dos 16km que estava colocado num sitio estratégico. Todas as provas passavam por aqui, sendo que o ultra iria dar mais uma voltinha e voltava a passar lá. Acabou por ser um ponto nevrálgico da prova onde concentrou muitas das pessoas que quiserem assistir à prova.

Aqui encontrei dois amigos (Pedro Rocha e Pedro Santos) que me ajudaram com o abastecimento liquido e sólido e me guardaram o impermeável que eu já não ia usar. E que bom que foi  encontrar pessoas amigas depois da subida para as eólicas! Entretanto e como já me estava a demorar bem mais do que o necessário, o Pedro Rocha atirou logo para as pernas “Arranca moço!!! Estás aqui para correr ou para conversar?”. Tens razão pah! Siga!

Até aqui já tinha passado por uma banda musical, escuteiros que estavam ao longo do circuito e que nos iam incentivando, e até um mascarado com uma moto-serra que se escondia nos arbustos para assustar os mais atletas mais distraídos.

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Fonte: GoldNutrition – Trilhos dos Reis

Saí do abastecimento com tanta energia que, ainda não tinham passado 2 km, escorreguei e fui de zorro uma boa meia dúzia de metros (toma que é para aprenderes a não te armar em esperto!). continuei o percurso com alguns arranhões e lá fui dar uma volta até subir de novo para outras eólicas e descer para o tal abastecimento que estava num local nevrálgico. Ora, siga que se faz tarde! Descer um pouco, separa o percurso e PUMBA…. Cortejar a rainha! Subir ao ponto mais alto da prova, apreciar a vista enquanto estabilizo o ritmo cardíaco e pensar que a partir dali seria sempre a descer… (Engano meu) Ainda tinha muito para subir, mas a que custou mais foi a partir da ribeira de Nisa logo após o abastecimento dos 38km! Foram 3km de um sobe e desce que fez o cansaço vir ao de cima. Quando finalmente se avista a cidade de Portalegre, o sorriso já se abre e as costas já folgam!

Cumpri o meu objetivo, completando a corrida em 5h51m38s em 151º de Geral. Cheguei ligado às maquinas, mas com um sentimento de felicidade enorme!

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Fonte: Foto IVO B. – Trilhos dos Reis

Como se foi percebendo ao longo do texto, esta foi uma prova que me conquistou! No próximo ano, será uma prova a repetir!

 

Link para a prova no Strava

Pedro

Nota: todas as fotos publicadas neste post foram oferecidas pela organização da prova, disponibilizando as mesmas nos seus álbuns para download gratuito.

Fafe Trail Run 2019

Em 2018 fiquei com tanta pena de não correr no maroiço de Fafe, que este ano não podia falhar!

Da edição de 2018 recordo 3 relatos: o do Obélix, o da Vitela e cabrito, e dos banhos em tenda militar!

  1. O Óbelix é referente a um colega de equipa que decidiu que iria fazer a Maratona do MIUT (42km no final de Abril), e por alturas da prova de Fafe estava gordinho (como o Obélix). Dizem que ainda não tinha percorrido 8 km e já empurrava um penedo tão grande (para alongar os músculos e afugentar as cãibras) que parecia um autêntico Obélix. Reza a história que não chegou a fazer 15km até desistir….
  2. Dizem os meus colegas de equipa que não se lembram de ter almoçado tão bem a seguir a uma prova e a um preço tão jeitoso
  3. Na falta de infra-estruturas fixas que permitam o banho de tantos atletas, eis que se montou uma tenda militar para resolver o problema. Diz quem lá tomou banho que nunca tinha experimentado água tão quentinha no final de uma prova.

A estes episódios acresce a curiosidade que tinha em correr no maroiço. Paisagens bonitas, a 70 km do Porto, e uma menu que me agradava: 35km e  1700 D+

Então e agora com relação à prova…

Há muito que não me lembrava de ir para uma prova sem qualquer tipo de planeamento. Desta vez não parti a prova às “postas”, não defini os objectivos horários atingir e muito menos defini a alimentação que iria precisar. Limitei-me a pegar em meia dúzia de embalagens de gel e barras e a espetar com elas dentro do colete!

Já estava na partida quando decidi o que ia fazer! Decidir acompanhar o Igor na sua prova, depois de o ter visto a sofrer bastante nos 33 km da Raposa e nos 38 km de Santa Iria. E assim foi, acabamos a prova ao mesmo tempo.

ALtimetria Fafe

Fonte: Gráfico proveniente do registo da minha prova no Strava

Esta não é uma prova em que se sobe tudo ao inicio nem que se guarda o pior para o fim. Esta é uma prova que te vai batendo certinho enquanto lá andas!

Subimos às eólicas 1….2…e 3 vezes! Lá em cima estava frio mas a vista fantástica sobre o horizonte fez-me parar para apreciar. A vegetação por ali era rasteira e quase não se viam árvores. Uma prova com subidas íngremes e descidas loucas, fez-nos calcar quase sempre caminhos com muita pedra… Percorremos aldeias e percorremos trilhos seculares! O Fafe Trail Run foi tudo aquilo que prometia!

O final da prova é digno de uma passagem de modelos, onde se percorre cerca de 500 metros em passadiço de madeira enquanto se avista a meta.

Foi um belo passeio de 35,7 km, 1800D+ que durou 4h14!

Será, sem dúvida, uma prova a repetir!

Link para a prova no strava

#fafetrailrun #medensefc #s4l #factorx #trailrunning

Pedro

Trail Santa Iria – 21 Km

O Trail de Santa Iria (TSI) acontece no primeiro Domingo de Fevereiro e já vai na sua 7ªedição consecutiva. Com partida e chegada em Branzelo, União de Freguesias de Melres e Medas (Gondomar), percorre algumas das zonas mais bonitas da freguesia onde nasci e cresci,  o que o torna definitivamente especial.  É uma prova organizada por gente da terra, que trabalha gratuita e afincadamente de modo a torna-la melhor a cada ano que passa (e com sucesso, diga-se!). O percurso é alterado todos de forma a não ser sempre o mesmo “arroz”. Dito isto, falta dizer que não resisto a colocar esta prova em todos os meus calendários de provas!

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Fonte: https://www.trailsantairia.pt/

Publicada que está a minha declaração de interesses é tempo de dizer que o TSI conta com 3 provas:

  • TL – Trail Longo 38 km (Campeonato ATRP – Trail Curto),
  • TC – Trail Curto 21 km
  • MT – Mini Trail 13 km

De modo a tentar não “abanar” muito o plano de treino, decidi fazer o Trail Curto, tal como nos últimos dois anos.

A manhã arrancou fria em Branzelo, estava -1º quando cheguei mas entretanto aqueceu o suficiente para chegar aos +3º à hora da partida. O TL e o TC arrancaram à mesma hora, o que inicialmente me deixava algo céptico, mas tudo decorreu sem problema.

TSI - Partida

Fonte: https://www.trailsantairia.pt/

Confesso que no TSI, gosto de abusar no ritmo, e  arrisco mais do que em qualquer outra prova. Então desta vez a estratégia passava por levar um ritmo moderado nos primeiros 3/4 km para aquecer e depois…..depois…. faca na boca e oupa!

Chegou à hora e marcada e deu-se a partida! A Organização tinha anunciado que iriam estar presentes cerca de 8 atletas Russos que praticam Orientação e que iam aproveitar para treinar. Logo no arranque vi passar por mim umas meninas bem novinhas que umas sapatilhas diferentes do que se vê habitualmente, com uns pitons metálicos que faziam bastante barulho ao bater no alcatrão. Estavam identificados os Russos! Não havia que enganar!

Logo aos 1,5 km,  apareceu a primeira subida com cerca de 20% de inclinação,  que gerou algum engarrafamento e que me obrigou abrandar o tal ritmo “moderado” que já ia nos 4 minutos / km. Acho que se não fosse o engarrafamento, não ia querer baixar o ritmo e não me ia aguentar à bronca dos tais 21km com o motor na “red line”.

Daí para a frente foi sempre a abrir, primeiro segui atrás do meu amigo Pedro Alves até ao abastecimento dos 7km e depois segui atrás do meu amigo Daniel Terra até aos 13km. Confesso que esta parte foi a que mais me custou! É uma zona rápida, quase sempre em estradão junto ao Douro, que permite atingir velocidades mais altas e que não estou habituado. Sofro sempre muito com percursos planos pois quero tentar acompanhar ritmos para os quais não estou treinado!

Imediatamente antes de começar a subida fizemos uns  metros num ribeiro com uma água tão gelada, que em vez de 50 metros de comprimento parecia que tinha 2 km 🙂 ! Logo após o inicio da subida o Daniel abrandou e eu segui ao mesmo ritmo. Esta subida com cerca de 2km, onde se subia 400m de altitude, culminava com uma inclinação de 40% e era sem dúvida o ponto mais difícil da prova. Tínhamos percorridos então 15km e existia uma separação de percursos. Logo a seguir estava um abastecimento onde voltei a não parar, apesar de ter sentido o inconfundível cheiro a bifanas.  A partir daqui descemos por trilhos com muita inclinação e bastante técnicos. Fui passando alguns atletas e segui rápido até à meta! Cheguei cansado mas feliz por sentir que tinha melhorado a performance do ano anterior, tirando cerca de 30s por km. Apesar de ter sido mais rápido do que em 2018, a classificação foi  bem pior (39º ao invés do 21º obtido em 2018).

O Daniel Terra, o Pedro Alves e o Rui Oliveira, que são habituais companheiros de treino fizeram também excelentes prestações, melhorando muito face à prestação dos anos anteriores. Estamos todos de Parabéns!

Ah.. e lembram-se de eu ter falado de 8 Russos? Pois bem, ficaram todos à minha frente! O 3º e 4ª classificado chegaram com o mesmo tempo, sendo que o 4º foi uma das Russas com sapatilhas com pitons! Nada normal para uma prova com bastante participantes e muitos com bastante histórial de pódios!

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Legenda: Rui Oliveira, Daniel Terra e Eu, no final da prova.

Perfil da Prova: 21,2 km – 2h08m – 1028m D+

VII Trail Santa Iria  – Link para a prova no STRAVA

Abraço

Viana